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sábado, maio 24, 2008

L'Enigma


A 'L'Enigma' desta semana aponta para o futuro e indaga: quem é o bianconero à esquerda (La Presse), uma das prováveis revelações da próxima Serie A?

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quinta-feira, maio 22, 2008

Memorabilia - Domenghini

Angelo Domenghini entrou para a história como um dos maiores expoentes do calcio da época em que os Beatles comandavam a revolução social a partir da Inglaterra, integrando 2 grandes esquadrões: a Inter de Helenio Herrera e o Cagliari de Manilo Scopigno.
Nascido aos 25 de agosto de 1941 em Lallio, uma pequeníssima comuna na província de Bergamo, Domenghini, como muitos outros garotos, começou correndo atrás da bola nei prati dell'oratorio, passando a Atalanta em 1960, onde estreou na Serie A sob o comando de Ferruccio Valcareggi contra a Udinese em 04 giugno del 1961.
Depois da inevitabile gavetta, aquele ala destra de tiro potente e destemido mesmo contra adversários de maior envergadura logo galgou um posto de titular na equipe nerazzurra de Bergamo, realizando 8 gols em 33 partidas já na temporada 1962/1963 da Serie A, quando ainda conquistou o 1º dos vários títulos importantes de sua carreira (a Coppa Italia, fazendo os 3 gols da equipe bergamasca na final disputada contra o Torino em Milão - na foto acima - Panini - a equipe da Atalanta, sendo que Domenghini é o 3º, da esquerda para a direita, agachado) e chegou a Azzurra 'B'.
Na stagione seguinte, com 9 reti em 32 gare, além de se sagrar o cannoniere orobico, Domenghini fez sua estréia na seleção italiana principal enfrentando a então União Soviética em Roma pela 2ª Coppa Henri Delaunay, atualmente mais conhecida pela denominação de Eurocopa.
Por 200 milioni, Domenghini aportou na poderosa Internazionale del presidente Angelo Moratti e dell'allenatore Helenio Herrera como principal reforço para a temporada 1964/1965.
A formidável macchina interista, que havia perdido a chance de ser bicampeã italiana na temporada anterior ao ser derrotada no spareggio disputado contra o Bologna, foi implacável, conquistando não só o scudetto, mas também os bicampeonatos da Coppa dei Campioni derrotando o Benfica de Coluna e Eusebio na final e da Copa Intercontinental, vencido em cima do Independiente da Argentina.
Domenghini, então já L'Angelo Azzurro, passou a atuar como tornante instancabile, ajudando muito não só o ataque, mas também a defesa (acima com a camisa nerazzurra - Inter).
Em Milão, foram outros 4 anos, com mais 1 scudetto e outra final da Coppa dei Campioni, desta vez perdida para o Celtic em 1967, sempre com uma excelente média de gols (foram 50 nas 5 temporadas de Serie A).
Antes de ser incluído na transação que tirou o avante Boninsegna do Cagliari, Domenghini ainda participou da vitoriosa campanha italiana na Euro'68, inclusive marcando o gol do empate na 1ª final disputada contra a Iugoslávia (na época, como ainda não havia disputa por pênaltis, os jogos decisivos que terminavam empatados eram repetidos).
Na Sardenha, Domenghini (ao lado contra Trapattoni no Milan x Cagliari de 19 de abril de 1970 - Guerin Sportivo) foi buscar novos estímulos e acabou sendo imprescindível na conquista do único e histórico scudetto do Cagliari, formando uma dupla implácavel de atacantes com Gigi Riva.
Attaccante che in pratica sa fare tutto, Domenghini, padrone da maglia número sete italiana, foi titular da campanha na Copa do México, quando a Azzurra perdeu a finalíssima para o Brasil de Pelé (na foto mais abaixo, o Rei observa exatamente um lance do L'Angelo Azzurro na decisão disputada no estádio Azteca - Guerin Sportivo).
Domenghini encerrou sua participação no selecionado italiano em 1972, totalizando 33 presenças e 7 gols com a mítica maglia azzurra, mas prosseguiu com a carreira de futebolista até 1979, quando pendurou as chuteiras defendendo o Trento, na Serie C1.
Antes, porém, Domenghini ainda envergou a maglia giallorossa da Roma na temporada 1973/1974 (fazendo dupla de ataque com Pierino Patri), a do Verona (com a qual conheceu a Serie B), a do Foggia em 1976/1977 (na última aparição de L'Angelo Azzurro na Serie A) e a do Olbia.
Ao encerrar sua grande avventura calcistica com 349 presenças e 93 gols na Serie A entre 1960 e 1977, Domenghini se tornou o 73º maior artilheiro da competição de todos os tempos.

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quarta-feira, maio 21, 2008

L'Enigma - La Soluzione

Match Point! Tendo desvendado que o rossonero abaixo (Calciatori) é o ivoriano Cyril Domoraud, Lady Cyntia chegou aos 9 pontos no I Desafio Calcio Serie A, precisando de apenas mais 1 para conquistar a flâmula oficial do Milan e o certificado do blog (vide http://calcioseriea.blogspot.com/2008/01/lenigma.html).
Difensore roccioso, Domoraud surgiu para o futebol mundial jogando no Bordeaux, mas teve sua melhor fase no Olympique Marseille entre 1997 e 1999, de onde foi contratado pela Inter.
Embora titular e até capitão dos Elefanti em várias oportunidades, logo ficou evidente que Domoraud não tinha cacife para atuar em um time de ponta como a Internazionale (foto abaixo, à direita - Inter), razão pela qual, depois de apenas 6 aparições na Serie A com a camisa nerazzurra, foi expedido Bastia.
Ao término do empréstimo, voltou a Milão, ma sull' altra sponda, sendo inexplicavelmente contratado pelo Milan, com o qual disputou apenas um amistoso antes de seguir para o Monaco.
Posteriormente, Chôcobi envergou as camisas do Espanyol, do Konyaspor, do Créteil e, atualmente, está no Africa Sports de seu país natal, com o qual disputou o último mundial.
Parabéns ainda ao Michel Costa, ao Hugo Ribeiro, ao António e ao Christiano Lamardo, que também acertaram a identidade do jogador enigmático!

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terça-feira, maio 20, 2008

Momento Panini - Luca Bucci


A partir desta semana, com o término da stagione 2007/2008 da Serie A, a 'Momento Panini' vai iniciar uma série especial com jogadores que podem, da mesma forma, ter encerrado suas (gloriosas) participações na máxima divisão do Calcio.
Para começar, Luca Bucci, 176 presenças com o Parma na Serie A!
O goleiro, bolognese de nascimento, mas parmigiano de adoção, começou exatamente nelle giovanilli do clube ducale em 1983, aos tenros 14 anos (Bucci nasceu aos 13 de março de 1969).
De baixa estatura para os padrões modernos (1,80 m), Bucci fez sua estréia como profissional no próprio Parma, tendo participado de uma partida na temporada 1986/1987 pela Serie B.
Apesar do esordio precoce, até completar 20 anos, Bucci pouco jogou, embora emprestado pela agremiação da então família Ceresini ao Pro Patria em 1987 e ao Rimini em seguida, sempre na Serie C.
De volta ao Parma em 1988, Bucci fez a figura de dodicesimo até ser emprestado ao Casertana em 1990, onde teve a oportunidade de atuar e, conseqüentemente, se destacar, obtendo uma promoção à Serie B logo em seu primeiro ano como titular.
Depois de outra temporada como titular na agremiação rossoblù de Caserta, Bucci permaneceu na Serie B, mas desta vez emprestado à Reggiana.
E foi na temporada 1992/1993 que os holofotes se acenderam sobre esse portiere de cabelos revoltos e agilidade felina - Bucci foi o menos vazado do campeonato cadetto e o 2º colocado geral na graduatória do conceituado Guerin D'Oro di Serie B!
Para tê-lo como titular para a stagione seguinte, o Parma permitiu a saída de ninguém menos que Taffarel, que foi exatamente vestir a maglia nº 1 da Reggiana, então promovida à Serie A.
Aos 24 anos, Bucci finalmente fez sua estréia na Serie A defendendo o Parma no dia 29 de agosto de 1993 (a figurinha do alto é da temporada em questão), na vitória crociata sobre a Udinese por 1 x 0 no Friuli.
Ascensão meteórica, em 1994 o apaixonado por beach volley já figurava entre os 22 italianos que perderam a Copa do Mundo para o Brasil de Romário no Rose Bowl de Pasadena.
Titular absoluto do Parma até outubro de 1996, Bucci acabou presa de outro fenômeno, este chamado Gianluigi Buffon, cuja explosão acabou dirigindo o antigo titolare ao Perugia, onde Bucci completou a temporada 1996/1997 com 17 presenças.
De retorno ao Parma após o empréstimo ao clube dos Gaucci, Bucci encontrou Buffon já galgado inclusive à Azzurra, acabando por ser cedido, em definitivo, ao Torino ainda em janeiro de 1998.
Com a equipe granata, Bucci transcorreu 6 temporadas, sendo a metade na Serie A, somando 86 presenças às 112 alcançadas com o Parma até então.
Depois de uma temporada deludente envergando a camisa azul do Empoli, quando sofreu uma grave contusão que o tirou de praticamente todo o girone di ritorno, Bucci, então svincolato, acertou seu regresso ao Parma em janeiro de 2005.
Contratado para ser suplente do francês Frey, com a partida deste para Florença no final da temporada em luglio seguinte, Bucci acabou titularizado na meta crociata no início da stagione 2005/2006, relegando Lupatelli à suplência.
Depois, com a chegada do bom Guardalben em janeiro, era para que o veterano arqueiro nascido em Bologna terminasse a temporada efetivamente no banco, mas um grave infortunio daquele propiciou ao goleiro da inusitada camisa nº 7 mais uma vez o posto de titular.
E a história se repetiu na temporada seguinte, quando Bucci, agora entrando em campo com uma camisa de nº 5, superou o jovem e promissor De Lucia na disputa pela posição de goleiro principal da equipe crociata e resultou importantíssimo na salvezza conquistada por Ranieri & Cia.
Portanto, após tantas tentativas fracassadas, a dirigência do Parma resolveu puntare su Bucci come portiere titolare para a recém encerrada temporada (figurinha à esquerda).
Porém, considerando que a equipe ducale terminou o campeonato relegada à Serie B e ainda com a pior defesa dentre os 20 participantes (62 gols sofridos), é possível que as últimas 31 aparições de Bucci na Serie A (com 50 tentos levados) não sejam de tão boas recordações...

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segunda-feira, maio 19, 2008

Seleção Do Campeonato


Arquivada a stagione 2007/2008, é hora de apontar os melhores em cada posição, formando a seleção do Calcio Serie A.
Vamos aos escolhidos:
Goleiro - O campeonato passado foi o da afirmação, este, o da consagração! Júlio César, portiere brasiliano da Internazionale, foi o menos vazado (apenas 24 gols sofridos em 35 partidas) e também o mais regular, além de ter sido decisivo em momentos importantes. Impossível não mencionar ainda Buffon (Juventus), Frey (Fiorentina) e, em um nível um pouco abaixo, Doni (Roma);
Lateral direito - O também brasileiro e nerazzurro Maicon (à direita - Empics), peça fundamental no esquema da tricampeã italiana, foi o melhor na posição, superando o seu connazionale Cicinho (Roma), que teve um início pouco promissor. De registrar o surgimento do bom De Silvestri, promessa de uma Lazio que decepcionou, bem como a confirmação do valoroso Konko (Genoa);
Zagueiro pela direita - Apesar das boas atuações de Legrottaglie (Juventus) e Rinaudo (Palermo), somada a explosão de Rivas (Internazionale), o melhor foi, mais uma vez, o francês Mexes, artífice de uma temporada excepcional com a Roma;
Zagueiro pela esquerda - Impossível deixá-lo de fora, pois o veterano giallorosso Christian Panucci, não satisfeito em cumprir com mérito suas funções defensivas, ainda foi peça importantíssima no ataque, realizando 5 gols na Serie A e tantos outros na Europa, inclusive com a camisa da Azzurra, reconquistada depois de 3 anos. Embora não tenha repetido as atuações da temporada anterior, citação honrosa para Marco Matrix Materazzi (Internazionale);
Lateral esquerdo - Pouco aclamado pela grande mídia, o ótimo apoiador Dossena foi uma das melhores armas da straordinaria Udinese, equipe que terminou a un passo dalle grandi. Destaque também para o peruano Vargas (Catania) e para Tonetto (Roma);
Primeiro volante - Na ausência de Totti, De Rossi foi a anima e o centro de equilíbrio romanista, mostrando maturidade, carisma e liderança suficientes para, somado ao seu já conhecido poder de marcação, fazer dele o escolhido na posição. Com Gattuso em tono minore, o pódio é completado com Cambiasso (Inter) e Kuzmanovic (Fiorentina);
Segundo volante - Lançamentos precisos, ótima visão de jogo e uma rara técnica no desarme fizeram de Cristiano Zanetti um dos melhores jogadores do campeonato, tanto que a Juventus caiu muito de produção quando de sua ausência. Como outra estrela rossonera (Pirlo) também decepcionou nesta posição, espaço para os coadjuvantes Inler (Udinese), Conti (Cagliari) e Barreto (Reggina);
Meia pela direita - Embora Kaká tenha terminado a temporada com impressionantes 15 gols (média de um gol a cada duas partidas), o melhor na categoria foi o blucerchiato Maggio (acima - Grazia Neri), que realizou 'apenas' 10, mas foi brillantissimo na condução da Samp ao ótimo 6º posto. Por algumas atuações sensacionais, menção honrosa a Pasquale Foggia (Cagliari);
Meia pela esquerda - Capaz de atiçar Nápoles, o nazionale slovacco Hamsik foi o homem, vencendo 3 italianos de respeito: Perrotta (Roma), Aquilani (Roma) e Montolivo (Fiorentina);
Atacante pela direita - Completando o trio que conseguiu repetir o feito de figurar no topo das paradas, Ibrahimovic foi um dos destaques da temporada, realizando seu mais prolífico torneio (embora este tenha sido, desde que chegou na Itália, o que menos jogou) e, finalmente, sendo decisivo em uma conquista de título. Infelizmente, Totti (Roma) e Cassano (Sampdoria) enfrentaram problemas físicos que comprometeram suas campanhas, ainda que não o suficiente para afastar os 2 craques da companhia de Borriello (Genoa), Cruz (Inter), Quagliarella (Udinese) e Trezeguet (Juventus) como outros destaques da posição;
Atacante pela esquerda - Depois de ser capocannoniere da Serie B, Del Piero (no alto, à direita - Empics) repetiu a dose na Serie A, realizando 21 gols e se tornando ainda, de lambuja, o maior artilheiro da história da Juventus! Assim, ainda que Mutu (Fiorentina) e Di Natale (Udinese) tenham feito uma temporada extraordinária, foi pouco para tirar o cetro das mãos de Pinturicchio. Citações também para Amauri (Palermo), Inzaghi (Milan), Rocchi (Lazio) e Vucinic (Roma);
Treinador - Spalletti não venceu o campeonato, mas certamente terminou a temporada com mais moral que seu adversário Roberto Mancini, deixando a impressão de ter conseguido extrair o máximo do grupo que tinha nas mãos. Portanto, o allenatore romanista completa a presente seleção, merecendo destaque ainda o bergamasco Del Neri, o sardo Ballardini (incrível a recuperação do desacreditado Cagliari no 2º turno!), o viola Prandelli, o napoletano Reja e o doriano Mazzarri.
Assim como no ano passado (vide link ao final do post), a presente seleção, por ser subjetiva, está sujeita a críticas e divergências, portanto, aproveite e faça também as suas escolhas!

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'B' Em Pílulas


* Faltando duas rodadas para o término da Serie B 2007/2008, o Bologna assumiu o 2º posto (o último que dá acesso direto à Serie A) ao derrotar o Messina por 3 x 0 no Renato Dall'Ara;
* Os gols da equipe treinada por Daniele Arrigoni (ao lado dando instruções aos seus comandados - Macchiavelli) foram anotados por Marazzina (2) - que chegou aos 22 na stagione - e Fava;
* O sorpasso só foi possível porque o Lecce, em pleno Via Del Mare, sucumbiu no derby disputado contra o Bari treinado pelo ex Antonio Conte por 2 x 1, tentos de Bonanni, Cavalli e Corvia, que diminuiu para os donos da casa aos 86' e foi expulso em seguida;
* Quem também perdeu e acabou, da mesma forma, ultrapassado pelo Bologna foi o Albinoleffe, derrotado por 3 x 2 pelo Ascoli;
* Já o Chievo ficou bem perto de retornar à Serie A vencendo o Vicenza por 2 x 1, bastando ai clivensi un punto nella ultime due giornate per festeggiare la promozione;
* Na outra extremidade, não obstante o tento de Moscardelli, o Cesena permitiu a virada do Treviso com gols de Beghetto e Barreto e está matematicamente na Serie C1.

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Panorama Da Rodada


No final, a festa ocorreu mesmo no San Siro, para onde a tricampeã Internazionale se dirigiu após a vitória sobre o Parma no Ennio Tardini (http://calcioseriea.blogspot.com/2008/05/o-jogo-da-tv-parma-x-internazionale.html) para delírio dos tifosi nerazzurri (abaixo - Gazzetta dello Sport), que degustaram uma maxi-torta entoando "meritate voi, ma la mangiamo noi", em evidente ironia as declarações de alguns giallorossi.
Aliás, Roma que, por 55', nutriu concretamente o sonho de ser campeã italiana! Afinal, enquanto a Inter sofria para abrir o marcador sob forte chuva na Emilia-Romagna, a equipe capitolina largou na frente contra o Catania logo aos 8', com um belo gol em diagonale do montenegrino Vucinic (abaixo, à esquerda, a conclusão do atacante - Grazia Neri), sustentando o resultado por toda a 1ª etapa.
Porém, contra um Catania que precisava do empate para permanecer na Serie A, a Roma só conseguiu manter a concentração enquanto o Parma resistiu a Inter, pois bastou Ibrahimovic realizar sua doppietta personale, acabando com as esperanças dos comandados de Spalletti, que a equipe siciliana encontrou sua salvezza no oportunismo do uruguaio Martinez, que conseguiu estufar as redes defendidas por um ótimo Doni e, matematicamente, assegurar os etnei na máxima divisão do futebol italiano.
Destino que não será compartilhado por Empoli e Livorno, que se enfrentaram no Carlo Castellani e acabaram rebaixados juntinhos, apesar da vitória azzurra por 2 x 1, gols de Buscè, Saudati (que ainda perdeu um pênalti) e Diamanti, este último um dos poucos que se salvaram na falimentar campanha amaranta.
Mas a rodada começou no sábado, com o anticipo Sampdoria x Juventus, terminado em emocionantes 3 x 3 e que coroou Del Piero como capocannoniere da temporada, vez que Pinturicchio terminou a competição com 21 gols depois dos 2 marcados contra a equipe blucerchiata (acima a cobrança do pênalti que redundou no temporário 3 x 2 - Sportimage).
Completaram o marcador em Gênova: Trezeguet (que chegou aos 20 gols na Serie A cobrando penalidade máxima também sofrida por Del Piero), Cassano, Maggio e ... Montella!
Em partidas que não envolviam grande coisa, a Atalanta venceu o Genoa por 2 x 0 (Floccari e Marconi, que fez seu primo gol na Serie A) e a Lazio superou o Napoli por 2 x 1 (Rocchi, Firmani e Domizzi os marcadores).
Já Cagliari x Reggina e Palermo x Siena terminaram 2 x 2, com o argentino Larrivey (contratado como bomber mas que, só agora, realizou seu primeiro e único tento stagionale) e o zagueiro Bianco marcando os gols dos sardi e o sempre presente Amoruso ambos os do clube de Reggio Calabria, enquanto Jankovic, Miccoli e Maccarone (este derradeiro também autor de uma doppietta) preencheram o marcador na Sicília.
Agora, muito disputado foi o 4º posto e, conseqüentemente, a última vaga italiana na vindoura Champions League - precisando vencer e ainda aguardar que o Torino não fosse derrotado pela Fiorentina, o Milan terminou o 1º tempo contra a Udinese perdendo, graças a um golaço do ala Mesto, mas na ripresa conseguiu a rimonta logo nos primeiros minutos com gols de Pato e Inzaghi (que confirmou a ótima fase).
Aí, quando parecia que o clube de Berlusconi iria (incrivelmente) alcançar seu objetivo stagionale, eis que o ítalo-argentino Osvaldo marcou um golaço em rovesciata (à direita - Donato) e colocou a equipe viola em vantagem no Olimpico de Turim.
Portanto, de nada adiantaram o belo gol marcado pelo brasileiro Cafu em sua despedida dos gramados italianos e o 7º de Seedorf na temporada, senão para consolidar a vitória rossonera por 4 x 1 (mais acima, Kaká, que perdeu um pênalti, foge da marcação do colombiano Zapata - Milan), pois a Europa por onde desfilará o Milan na próxima temporada será mesmo a Coppa U.E.F.A., ficando a Champions para a boa equipe treinada por Prandelli.
Eis a classificação final da Serie A 2007/2008: 1º Internazionale (85 pts); 2º Roma (82); 3º Juventus (72); 4º Fiorentina (66); 5º Milan (64); 6º Sampdoria (60); 7º Udinese (57); 8º Napoli (50); 9º Atalanta (48); 10º Genoa (48); 11º Palermo (47); 12º Lazio (46); 13º Siena (44); 14º Cagliari (42); 15º Torino (40); 16º Reggina (40); 17º Catania (37); 18º Empoli (36); 19º Parma (34) e 20º Livorno (30).

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domingo, maio 18, 2008

O Jogo Da TV - Parma x Internazionale



Como esperado, foram 90' com tanto de angústia e sofferenza, mas, ao final, os nerazzurri puderam comemorar o 16º scudetto da centenária história do Football Club Internazionale di Milano!
O jogo começou com Rivas no posto de Burdisso e César no de Jimenez na Inter (ao lado, l'undici iniziale - Grazia Neri) e com o Parma bem menos ofensivo do que prometido, com o volante Parravicini no lugar do atacante Lucarelli.
Sob um campo bastante pesado (decorrência das fortes chuvas que castigaram a região pela manhã), os primeiros minutos foram de estudos de ambos os lados, até que os autofalantes comunicaram o gol do romanista Vucinic em Catania aos 9'.
Aí, com a Roma se sagrando campeã, a Inter, embora de forma pouco coordenada, se atirou no ataque, propiciando os contra-ataques ao Parma, como aos 14', quando Gasbarroni disparou pela ala esquerda e cruzou para perigosa cabeçada de Budan, que levou grande perigo para a meta defendida por Júlio César.
Pouco depois, aos 17', foi a vez de Cigarini tentar um tiro dalla distanza - palla fuori di un paio di metri!
Aos 22', o cruzamento de César por pouco não aproveitado por Stankovic foi a melhor chance interista e a última chance concreta de gol no 1º tempo, resultando em uma gara nervosa, "condizionata dall'importancia del risultato" (Gazzetta dello Sport).
Porém, aos 6' da etapa complementar o panorama seria radicalmente alterado com o ingresso em campo de Ibrahimovic no lugar do brasiliano César.
O sueco (acima contra Coly e Parravicini - Grazia Neri), ausente dos gramados desde março último e tantas vezes criticado por se omitir em jogos decisivos, foi logo arriscando um petardo de fora da área.
Neste interregno, chegou a notícia do raddoppio do Empoli sobre o Livorno e a atmosfera mudou, com a Inter, sob forte chuva, avançando suas peças em busca do gol do título.
Aí, aos 17', depois de 55' com a Roma campione d'Italia, a Inter chegou ao seu gol: scatto di Stankovic para Ibrahimovic e chute certeiro, de fora da área, no canto do gol defendido por Pavarini - Inter 1 x 0!
O esordiente Manzo ainda lançou o artilheiro Lucarelli, mas só deu Inter até o apito final do árbitro Rocchi.
Com Ibra em dia especial (curiosamente, o sueco não marcava su azione desde o confronto contra o próprio Parma pelo giorne d'andata), os últimos 30' foram todos de boas notícias para os tifosi interisti, a começar pela doppietta firmada aos 34', quando Ibrahimovic aproveitou um cruzamento perfeito de Maicon (à direita - Inter) e estufou mais uma vez as redes da pior defesa do campeonato (62 gols sofridos pelo Parma no torneio), sacramentando os 2 x 0.
Depois, até a Lupa Capitolina entregou os pontos e permitiu o empate do Catania na Sicília, em resultado que acabou salvando os etnei e condenando o Empoli à Serie B.
Mas, voltando à Emilia-Romagna, a alegria interista (abaixo a comemoração do histórico capitano Zanetti - Grazia Neri) só foi contrastada pela tristeza pelo rebaixamento (anunciado) do Parma, encerrando um belíssimo ciclo que começou em 1990 com a promoção de um clube revolucionário comandado dentro de campo por Nevio Scala e que teve em Sandrino Melli, atual team manager crociato, o 1º de seus vários destaques.
O tabellino do 1º tricampeonato interista da história e do até logo parmegiano:
Parma: Pavarini; Coly, Paci, Couto, Castellini; Parravicini (88' Moretti), Morrone, Cigarini (64' Lucarelli), Reginaldo (76' Antonelli), Gasbarroni; Budan. All. Manzo.
Inter: Júlio César; Maicon, Rivas, Materazzi, Maxwell; Vieira, Zanetti, Stankovic, César (51' Ibrahimovic); Balotelli (76' Pelé), Cruz. All. Mancini.
Gols: 62' Ibrahimovic, 79' Ibrahimovic.
Árbitro: Rocchi.
Cartões amarelos: Parravicini, César, Vieira, Cigarini, Castellini, Ibrahimovic e Lucarelli.
A seguir, compacto da partida:

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Você Sabia ...


* Que o estreante Venezia não foi páreo para o Milanese, vencedor da eliminatoria lombarda, na semifinale lombardo-veneta do campeonato italiano de 1909?
* Que o Milanese fez 7 x 1 em Venezia e 11 x 2 em Milão contra os lagunari, que demonstraram um futebol bem aquém daquele das equipes do chamado Triangolo Industriale, formado pelas cidades de Genova, Milano e Torino?
* Que, porém, o campeão italiano daquela temporada foi novamente o Pro Vercelli (do meia Giuseppe Milano, o primeiro à esquerda, em pé, na foto ao lado), que, depois de vencer a eliminatória do Piemonte e eliminar o Genoa na semifinal, superou o Milanese por 2 x 0 no dia 04 de abril em Vercelli e empatou em 2 x 2 o jogo de volta realizado em Milão no dia 25 seguinte?

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