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domingo, outubro 04, 2009

O Jogo Da TV (Parte IV) - Palermo x Juventus



Com uma grande atuação do Palermo targato Zenga caiu a última invicta na Serie A - a Juventus de Ferrara, que, de quebra, conheceu também a sua primeira derrota em jogos oficiais como treinador.
E foi um insucesso acachapante, pois os rosaneri, em especial no 1º tempo, foram amplamente superiores aos bianconeri, merecendo, com sobras, o resultado de 2 x 0.
Sem Cannavaro, Marchisio, Sissoko e Del Piero, a Juventus começou no 4-3-1-2 com Camoranesi, Felipe Melo e Poulsen formando o centrocampo, que ainda tinha o brasileiro Diego um pouco mais avançado, com, teoricamente, liberdade para criar e encostar no ataque formado por Amauri e Iaquinta.
Já o Palermo entrou em campo no 3-4-1-2, com Migliaccio formando o trio de zagueiros com Kjaer e Bovo e os alas Cassani e Balzaretti fechando as laterais, tendo ainda Bresciano e Simplício como centrais no meio de campo e o argentino Pastore com a função de municiar os ágeis Cavani e Miccoli no ataque.
E foi exatamente a superioridade numérica dos sicilianos no meio de campo o ponto crucial da partida, com Fábio Simplício anulando Diego (na foto do alto, uma imagem que bem retrata o que foi o duelo, com o palermitano perseguindo o juventino - La Presse) a ponto da Juve pouco ter criado durante toda a partida.
Aliás, embora a Juventus tenha terminado a partida com ampla superioridade no quesito posse de bola (59% a 41%), ainda segundo o ótimo Digital Soccer Project da Panini, o Palermo concluiu 25 vezes ao gol durante a partida, tendo acertado 10 tiri dentro, enquanto a Juventus apenas acertou 1 dos 17 tiri totali (vide http://www.lega-calcio.it/rest/site/default/file/07_PALERMO-JUVENTUS_2-0_post.pdf).
E, se o Palermo marcou atentamente o principal cérebro bianconero, a Juventus não teve o mesmo cuidado com El Flaco Pastore, autor de uma grande prestação, inclusive robando a bola de Felipe Melo para servir a Cavani que, com um belo e potente tiro, abriu o marcador aos 37'.
Na ocasião, o Palermo já fazia por merecer a vantagem, que foi ampliada aos 42' ainda do 1º tempo, quando a defesa juventina esteve desatenta e não viu o brasileiro Fábio Simplício entrar, em posição regular, velozmente na área para desviar cobrança de falta de Miccoli e colocar 2 x 0 no placar (acima - La Presse).
A Juve voltou com outra disposição para a 2ª etapa e, mesmo com l'undici iniziale, começou pressionando o Palermo, com Amauri chutando com perigo por cima do travessão de Sirigu (que barrou Rubinho) logo aos 2'.
Aos 17', foi a vez de Diego acertar o travessão rosanero em uma bela cobrança de falta (ao lado - Palazzotto).
Porém, fora de sua melhor condição física, o fantasista brasiliano foi substituído logo em seguida por De Ceglie, com a Juventus passando ao tradicional 4-4-2, depois transformado em 4-3-3 com a entrada de Trezeguet (em sua 200ª partida na Serie A) no posto de Camoranesi.
Aí, embora continuasse ficando com a bola a maior parte do tempo, a Vecchia Signora passou a tocar a palla de forma totalmente estéril, com o Palermo, perigossíssimo nos contra-ataques, muito mais perto de marcar o terceiro do que de sofrer o primeiro - Miccoli, que concluiu 10 vezes ao gol bianconero, chegou a acertar a trave de Buffon.
No final, o 2 x 0 acabou ficando estreito para a atuação superlativa da squadra rosanera.
O tabellino:
Palermo: Sirigu; Kjaer, Bovo, Migliaccio; Cassani, Fábio Simplício, Bresciano (74' Nocerino), Balzaretti, Pastore (85' Budan); Cavani (77' Goian), Miccoli. All. Zenga.
Juventus: Buffon; Zebina (76' Grygera), Legrottaglie, Chiellini, Grosso; Camoranesi (70' Trezeguet), Felipe Melo, Poulsen, Diego (63' De Ceglie); Iaquinta, Amauri. All. Ferrara.
Gols: 37' Cavani, 42' Fábio Simplício (os gols e os melhores momentos da partida podem ser visualizados nos highlights ao final do post).
Árbitro: Orsato.
Cartões amarelos: Camoranesi, Legrottaglie, Cassani, Zebina, Pastore e Grygera.

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2 Comments:

At 1:19 PM, Blogger JP said...

Muito boa a síntese da partida, Rodolfo, não poderia estar mais de acordo. Destaco a superioridade do Palermo a meio-campo, anulando por completo Diego, como um dos aspectos mais decisivos do desafio embora o erro crasso de Felipe Melo no primeiro golo não tenha desculpa! Tal como a falha de marcação no segundo golo. Não percebo como ninguém marca o Simplico e este aparece completamente sozinho na cara de Buffon...
Acrescentaria ainda que foi uma péssima opção de Ferrara colocar Poulsen como interior-esquerdo, um lugar nada consentâneo com as características do dinamarquês. A Juventus foi uma equipa 'coxa' pelo lado esquerdo em termos ofensivos até à entrada de De Ceglie no jogo.
Abraços

 
At 9:35 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

JP,
Muito obrigado - e, como de costume, seus comentários vêm só engrandecer o 'post'!
Abraços,

 

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