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terça-feira, outubro 21, 2008

Momento Panini - Sebastien Frey


Há 11 temporadas no Calcio, o thononais (gentílico dos nascidos em Thonon-les-Bains, uma pequena comuna francesa da região dos Rhône-Alpes) Sebastien Frey é apontado como um dos melhores goleiros em atividade na Serie A.
Nascido aos 18 de março de 1980, Frey si è trasferito da piccolissimo a Cannes, na Costa Azzurra, onde seu pai, Raymond, também goleiro, defendia as cores rouge e blanc da equipe local.
Dono de um caráter estroso (a ponto de usar uma barba no melhor estilo das garras de Wolverine), Frey resolveu seguir os passos do genitor exatamente porque, nas suas próprias palavras, o posto de goleiro é "un ruolo un pò da matti".
Se um pouco de loucura é um dos requisitos indispensáveis para um bom arqueiro, Frey tem também muito talento, a ponto de com apenas 17 anos ser lançado no time principal do Cannes, estreando na máxima divisão do futebol francês em 20 de setembro de 1997 contra o Rennes (tendo Zebina como companheiro e sofrendo seu primeiro gol à ópera do atual laziale Dabo).
Logo titularizado no clube francês, Frey foi indicado pelo atual treinador do Catania - o Uomo Ragno Walter Zenga - à Internazionale, chegando à Itália nell'estate del 1998 para figurar como 3º goleiro dietro Pagliuca e Mazzantini.
Dono de um físico granito (1,89 m por 85 kg), Silver Fox fez sua estréia na Serie A apenas em 21 de março de 1999, quando entrou no lugar de Pagliuca aos 70' de Sampdoria x Internazionale, terminado ... 4 x 0 para o time de Gênova (tripletta de Montela e gol de Ortega, todos antes do francês entrar)!
Em uma Inter que terminou apenas em 8º, Frey foi apenas um dos 29 jogadores utilizados naquela temporada pelos 4 treinadores que passaram pela panchina nerazzurra: Simoni, Lucescu, Castellini e Hodgson.
Na reformulação para o campeonato seguinte chegaram à Inter Peruzzi, Ferron e Frezzolini e o jovem Frey foi emprestado ao Verona (figurinha do alto), onde foi ser treinado, pela primeira vez, por Prandelli.
Neto de um antigo zagueiro international de Metz e Toulouse, Frey foi muito bem com a Hellas (a ponto de vencer o prestigioso prêmio Guerin d'Oro), que terminou em uma honrosa 9ª colocação no campionato 1999/2000, começando em 29 ocasiões como titular.
De volta à Inter, desta vez como titular (tendo Ballotta como reserva imediato), Frey até que foi bem, mas a squadra ficou sotto le attese e o arqueiro foi colocado dentre os cedibili.
Assim, por cerca de dieci miliardi di lire mais o passe do meia português Sérgio Conceição, Frey aportou em Parma para a temporada 2001/2002.
Na Emilia-Romagna, onde chegou com a difícil missão de substituir Buffon, Frey ficou por 4 temporadas totalizando 132 partidas na Serie A e conquistando seu primeiro trófeu: a Copa Itália de 2002.
Com o clube crociato em má situação financeira, Silver Fox passou à Fiorentina in prestito gratuito para o campeonato 2005/2006, sendo adquirido pela società viola, a título definitivo, em maio seguinte por cerca de € 5 milhões.
Titular absoluto no clube de Florença, Frey vem confirmando suas ótimas qualidades a ponto de comandar a defesa menos vazada na temporada 2006/2007 e uma das melhores no último torneio (figurinha acima)
Se o sucesso de Wolverine na Itália é incontestável, Raymond Domenech, o controvertido comissario tecnico da seleção francesa, não nutre da mesma estima pelo arqueiro, que foi convocado pela primeira vez em 2004, mas somente entrou em campo com os Bleus em 21 de novembro de 2007 contra a Ucrânia, em jogo válido pelas Eliminatórias para a Euro 2008.
Considerado culpado pelo gol de pareggio ucraino no 2 x 2, Frey acabou participando apenas de mais uma partida amistosa contra o Equador (em maio último) com a camisa da seleção francesa e, após ficar de fora da convocação de um amistoso recente, o portierone anunciou suo ritiro della nazionale para se dedicar apenas à Fiorentina, com quem tem contrato até 2013.

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2 Comments:

At 8:45 PM, Blogger JP said...

Rodolfo, na minha opinião é um dos melhores guarda-redes a actuarem no 'Calcio' nos últimos anos! Melhor talvez só mesmo Buffon e Júlio César.
Nunca percebi porque razão não foi aposta na selecção francesa, já no tempo do 'rudimentar' Barthez merecia ter tido uma chance...
Abraços e parabéns pela óptima resenha da carreira do Frey

 
At 10:19 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

JP,
Muito obrigado pela visita!
Concordo plenamente com você, Frey é um goleito 'sottovalutato' pelos franceses, enquanto o Barthez o inverso.
Abraços,

 

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