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quinta-feira, outubro 11, 2007

Memorabilia - Bergkamp

Dennis Nicolaas Maria Bergkamp, simplesmente The Iceman, foi uma das últimas contratações da gestão de Ernesto Pellegrini na presidência da Internazionale.
Nascido em 10 de maio de 1969 na capital holandesa, Bergkamp é um produto do vivaio do tradicional Ajax, clube com o qual fez sua estréia como profissional em 1986 lançado pelo lendário Johan Cruijff. Destaque desde as categorias de base, Bergkamp chegou rápido à seleção principal orange (foto à direita - Guerin Sportivo), na qual estreou contra a Itália em 26 de setembro de 1990, logo após a decepcionante participação do selecionado holandês de Gullit, Rijkaard e Van Basten na Copa do Mundo disputada exatamente na Itália.
Atacante habilidoso, dono de um físico não portentoso, conhecido como Il Mago, Bergkamp chegou a fazer gols em 10 partidas consecutivas pelo Ajax, clube com o qual marcou 25 gols em 33 partidas na temporada 1990/1991, 24 em 30 partidas na temporada sucessiva e 26 tentos em 28 jogos do campeonato holandês 1992/1993.
Tais números mais do que impressionantes levaram Ernesto Pellegrini a individualizar em Bergkamp a possível resposta nerazzurra ao maravilhoso trio rossonero Gullit, Rijkaard e Van Basten.
Assim, em 1993, Bergkamp aportou em Milão, juntamente com seu compatriota Wim Jonk, por US$ 18 milhões, apesar do aconselhamento de seu tutor Johan Cruijff, para quem o estilo de jogo praticado pela Internazionale não favoreceria o atleta.
De qualquer maneira, sua estréia na Serie A ocorreu em 29 de agosto de 1993, na vitória da Inter sobre a Reggiana por 2 x 1.
Ao final do campeonato, o arqui-rival da Inter, o Milan, sagrou-se campeão italiano, com a Internazionale terminando apenas em um melancólico 13º posto, escapando do rebaixamento à Serie B por muito pouco. Não obstante, os 16 gols de Bergkamp (à esquerda com a camisa nerazzurra - Inter) entre a Serie A e a Copa U.E.F.A. (na qual a Inter foi campeã) valeram sua confirmação para a temporada seguinte, quando o clube recebeu os reforços de Pagliuca, Seno, Bia (na foto mais abaixo atrás do craque holandês - Inter) e Orlandini.
Eram os últimos dias de um desgastado Pellegrini no comando da sociedade da Piazza Duse e, por óbvio, a equipe voltou a decepcionar, terminando a temporada 1994/1995 na 6ª colocação.
Tendo realizado apenas 3 gols em 21 partidas nesta última Serie A, Bergkamp não resistiu a reformulação promovida pelo novo presidente interista, Massimo Moratti, para a stagione 1995/1996, quando acabou se transferindo ao Arsenal.
Na Inglaterra, Bergkamp, conhecido pelo medo de viajar de avião, reencontrou seu ótimo futebol e permaneceu durante 11 temporadas nos Gunners, se tornando uma legenda e um dos jogadores mais queridos do clube londrino.
Pela seleção holandesa, Bergkamp marcou 37 gols em 79 partidas, o que o torna o 2º maior artilheiro orange de todos os tempos, tendo participado, com destaque, das boas campanhas realizadas pela Holanda nas Copas do Mundo de 1994 e 1998, quando, em ambas as ocasiões, teve o Brasil como obstáculo intransponível.

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3 Comments:

At 12:57 PM, Blogger JP said...

Sempre apreciei bastante Bergkamp, quer no Arsenal quer na selecção 'laranja'. Da sua passagem pelo Inter guardo apenas uma vaga memória e tal como ele tantos craques nessa altura passavam pelo Inter e saiam sem o mínimo reconhecimento... Para mim o melhor adjectivo para definir Bergkamp é sublime, tinha um estilo de jogo fino e requintado, uma técnica prodigiosa, foi sem dúvida um dos melhores jogadores mundiais nos últimos 15-20 anos... está muito bom, como sempre, o teu texto sobre este grande craque!
Abraços

 
At 2:58 PM, Anonymous gílson said...

Dennis, the menace, como o chamavam os Gunners logo após seu desembarque em Londres, posuía técnica e habilidade espetaculares. Pena que em alguns jogos, como aquele antológico Brasil x Holanda em Marselha, ele demosntrava claramente que lhe faltava aquela força interior para ser protagonista. Mas foi um jogador espetacular.

 
At 5:41 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

Prezados,
Muitíssimo obrigado pelas participações. Realmente, Bergkamp foi um grande jogador, mas faltou-lhe algo mais para marcar sua passagem pela Itália.
Abraços,

 

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