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terça-feira, abril 28, 2009

Momento Panini - Emerson


O brasileiro Emerson Ferreira da Rosa é um daqueles não tão raros exemplos de jogador muito mais querido pelos treinadores do que pelos torcedores, afinal, apesar de uma carreira das mais vitoriosas, Il Puma não poucas vezes foi contestado.
Nascido em Pelotas, no sul do Brasil, aos 4 de abril de 1976, Emerson começou sua carreira no Grêmio, onde, como meia direita, foi lançado por Luiz Felipe Scolari e conquistou diversos títulos importantes, inclusive o campeonato brasileiro de 1996.
Em 1997, contratado pelo Bayer Leverkusen, Emerson iniciou uma carreira de sucesso na Europa, como também na seleção brasileira, pela qual estreou em setembro em um amistoso contra o Equador já marcando um dos gols da vitória por 4 x 2.
Apesar do início promissor com a camisa canarinho, Emerson não foi relacionado por Zagalo para a Copa do Mundo de 1998 até que, dias antes da competição começar, o atacante Romário foi cortado e, surpreendentemente, Emerson convocado em seu lugar!
O jogador, então, mostrou muita personalidade, tendo entrado durante a partida contra a Dinamarca, pelas 4ªs de final, e também na prorrogação do jogo contra a Holanda pelas semi-finais, quando sua marcação ajudou a segurar o ímpeto dos holandeses e garantiu o empate no tempo extra - escalado para a decisão por pênaltis, Emerson não se intimidou e executou sua cobrança com exatidão, ajudando a levar o Brasil à final da Copa.
Depois de 3 temporadas de muito sucesso com os Löwen, Emerson, já então considerado um dos mais fortes meias de contenção do mundo, acertou sua transferência para a Roma, deixando a Alemanha abalado pela dramática perda do título da Bundelisga 1999/2000 para o poderoso Bayern na última rodada.
Porém, o início da caminhada de Emerson na Serie A também foi bastante difícil, ficando marcado por uma séria contusão que o afastou de quase todo o girone d'andata do campeonato de estréia.
Mas, com uma campanha brilhante, a Lupa Capitolina treinada por Capello e comandada por Totti e Batistuta dentro de campo terminou o torneio 2000/2001 campeã e Emerson (a figurinha acima é exatamente desta temporada), mesmo jogando praticamente apenas o returno, se impôs como uma figura importante no centrocampo giallorosso.
No campeonato seguinte - aquele que a Inter perdeu ao ser derrotada pela Lazio na última rodada, Emerson esteve presente desde o início, mas a Roma, dos também brasileiros Aldair, Cafu, Lima, Marcos Assunção e Zago, acabou ficando atrás da Juventus campeã por um mísero pontinho...
Líder nato e jogador de confiança do treinador Luiz Felipe Scolari, Emerson chegou à Ásia como capitão da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2002 e um dos jogadores mais queridos do elenco, mas, aí, foi a sua vez de ser cortado na véspera da estréia da seleção no torneio ao sofrer uma luxação no ombro direito enquanto brincava de goleiro no treino de reconhecimento do estádio em Ulsan, na Coréia do Sul - no final, coube ao seu companheiro de clube Cafu levantar a taça em Yokohama.
Em meados de 2004, com a eminente passagem de Capello à Juventus, Emerson iniciou uma queda de braço com a Roma para se transferir também a Vecchia Signora, embora o clube giallorosso tivesse propostas mais vantajosas de Chelsea, Internazionale e Real Madrid.
Assim, após 1 scudetto, 110 presenças e 13 gols na Serie A, Emerson deixou a Roma para estrear na Juventus no dia 12 de setembro de 2004 na vitória sobre o Brescia de Di Biagio e Almeyda por 3 x 0.
Jogador de boa técnica, ótimo passe e bom chute à distância, Emerson foi fundamental para a conquista dos 28º e 29º títulos bianconeri, posteriormente revogados devido ao escândalo denominado de Calciopoli.
Aí, mais uma vez Emerson seguiu sua sina de deixar as equipes onde foi ídolo de forma não muito amigável, abandonando a Juventus relegada à Serie B para passar ao Real Madrid juntamente com o zagueiro Cannavaro e o seu mister Capello.
Nesse meio tempo, Emerson participou do naufrágio da seleção brasileira na Copa do Mundo da Alemanha, desde quando nunca mais envergou a camisa canarinho.
Na Espanha, embora tenha conquistado um pouco provável título da Liga, Emerson foi muito contestado pela torcida madrileña e logo manifestou seu desejo de retornar à Itália, onde, aliás, reside sua filha e que considera como sua "segunda casa".
Por cerca de 5 milhões de euros, em 21 de agosto de 2007, Puma foi então acontentado firmando com o Milan após uma tratativa bastante extenuante, com direito a dietrofront do presidente Ramón Calderón e tudo.
Mas, sob o comando de Ancelotti, Emerson não conseguiu nunca um posto fixo nell'undici titolare, realizando apenas 15 aparições na Serie A 2007/2008 e outras 12 na corrente (a figurinha do alto é desta temporada).
Se sentindo pouco útil, este brasilano d'Italia solicitou e obteve a rescisão de seu contrato com o clube de Via Turati no último dia 21, devendo, a partir de agora, buscar uma nova sistematização na Inglaterra ou no Brasil, onde seu antigo clube Grêmio parece interessado.

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8 Comments:

At 7:19 PM, Anonymous Prisma said...

Belo post acerca da carreira do il Puma, Rodolfo. Problema mesmo é que via no Emerson um Gatuso brasileiro - sem tanta vontade e às vezes violência -, e as saídas dele da Roma e Juventus depois que o Fábio Capelo foi treinar outros clubes
Valeu.

 
At 8:33 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

Xará,
Pois é, acho que um dos problemas do Emerson foi exatamente o modo como saiu da maioria dos clubes que defendeu, pois, por exemplo, poderia muito bem ter se tornado o 'Gattuso Romanista'.
Abraços,

 
At 8:38 PM, Blogger JP said...

Parabéns pelo post, Rodolfo, excelente resumo da carreira do Emerson.
Recordo-me do Emerson na Roma, um jogador fulcral da 'squadra' de Capello e na selecção brasileira em especial no insólito caso de 2002 que o deixou de fora do Mundial...
Não saltei de alegria com a sua contratação da Juventus em 2004, mas acabou por ser um jogador importante, discreto é certo, mas imprescindível no esquema de Capello. Era o típico 'carregador de piano', acabou por formar uma boa dupla com Vieira e lembro-me de ter marcado um golo decisivo contra o Werder Bremen nos 1/8 de final da 'Champions', salvo erro em 2006...
Contudo, foi daqueles jogadores que saíram após o 'Calciocaos' que não me fizeram a mínima pena. A sua posterior carreira em Madrid e Milão veio confirmar a minha ideia...
Abraços

 
At 9:33 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

JP,
Muito obrigado! Realmente, como mencionei antes, acho que o Emerson, não obstante suas consideráveis qualidades tanto dentro quanto fora de campo (dizem que é um líder nato no 'spogliatoio'), acabou prejudicando sua carreira ao deixar os clubes que defendeu sempre de forma 'meio que envezada', como você tão bem relatou quanto a Juve.
Abraços,

 
At 12:13 PM, Blogger Michel Costa said...

Rodolfo,

Em primeiro lugar, parabéns pelo texto que, mesmo não sendo longo, conseguiu retratar fielmente a carreira de Emerson.
Lembrando de sua transferência para a Roma, sem dúvida uma partida foi crucial para que se concretizasse a negociação.
A partida foi entre Lazio e Bayer Leverkusen no Olímpico de Roma pela UCL. Em campo, parecia questão de tempo para o timaço da casa conquistar os três pontos.
No entanto, não foi bem o que aconteceu. Do lado alemão, havia um brasileiro, camisa 10, que simplesmente destruiu o meio-campo adversário. Seu nome: Emerson.
Dois momentos marcaram a atuação de gala do volante. Do outro lado, o mesmo adversário, o argentino Almeyda. Nas duas ocasiões, o ex-gremista deixou o rival deitado no chão, com simples fintas e uma bola que teimava ficar colada em seus pés.
Após o segundo drible, o laziale ficou tão irritado que socou o chão. Até a torcida da casa aplaudiu o lance.
No fim, o placar de 1 a 1 deveu-se bastante a atuação do Puma que, na temporada seguinte, desembarcou na capital italiana para vestir as cores da Roma.

Abraços e um ótimo domingo.

 
At 8:07 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

Michel,
Muito obrigado pelo elogio e ótima sua lembrança sobre a atuação do Emerson contra a Lazio.
Abraços,

 
At 4:59 PM, Anonymous Brahma said...

Linda materia e lindos e interessantes todos os cometarios!Acrescento que aqui em Roma os torcedores ficaram revoltados na epoca que ele saiu. Isso porque ele, ao ser entrevistado na epoca da renovaçao do contrato, varias vezes jurou que teria permanecido. Depois ele implantou uma "novela" para sair, atè exibidindo certidao medica que dizia que ele sufria com depressao. Isso nao foi lhe perdoado pelos torcedores que começaram dizer que ele dava zica para onde ia e começaram se divirtir em juntar fracassos dos times em que ele jogou com a presença dele.
Abraço

 
At 6:05 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

Brahma,
Estava com saudades do amigo! E, nada melhor do que as impressões de uma pessoa que vive o 'calcio in loco' para enriquecer este 'blog'.
Abraços,

 

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