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quinta-feira, julho 17, 2008

Memorabilia - Bruno Conti

Sobre ele, Pelé, após o término da Copa do Mundo de 1982, declarou: "É Bruno Conti o verdadeiro brasileiro do Mundial; o melhor de todos os jogadores que vi na Espanha. Acreditava que jogadores como ele não nasciam mais". Tendo vindo ao mundo aos 13 de março de 1955 em Nettuno, a cerca de 60 quilômetros de Roma, o mancino Bruno Conti realmente foi um dos destaques do Mundial disputado na Espanha e conquistado pela Itália, maravilhando o público com sua fina habilidade, cruzamentos milimétricos e dribles realizados em espaços diminutos do campo.
Formado na Roma, Conti foi uma verdadeira bandiera da Lupa Capitolina, onde transcorreu toda sua carreira, à exceção de duas temporadas (1975/1976 e 1978/1979) em que defendeu o Genoa, sempre por empréstimo e na Serie B.
Sua estréia na Serie A ocorreu em 10 de fevereiro de 1974, no empate da Roma em 0 x 0 contra o Torino no Olimpico, estádio no qual disputou também seu último confronto válido pela principal divisão do Calcio em 29 de abril de 1990, em nova igualdade de sua Roma, desta vez por 2 x 2 contra o Bologna do brasileiro Geovani.
Neste interregno, este canhoto com predileção pela camisa 7 realizou outras 302 partidas e anotou 37 gols na Serie A, conquistando o memorável scudetto da temporada 1982/1983 ao lado de Falcão (na foto acima, scudettado, Conti protege a bola do capitão do Torino, Zaccarelli - Guerin Sportivo).
Apelidado de Folletto di Nettuno e Marazico, Conti ainda conquistou 4 edições da Copa Itália com a Roma (à esquerda - Guerin Sportivo - portando o símbolo da competição no peito - 1979/1980, 1980/1981, 1983/1984 e 1985/1986).
Considerado l'ala più forte di tutti i tempi del calcio italiano, Conti fez sua estréia na Azzurra contra Luxemburgo em 11 de outubro de 1980 e encerrou sua participação no selecionado italiano quase 6 anos depois, na eliminação da Copa do Mundo de 1986 frente a França, em 17 de junho (abaixo, à direita, Conti em ação no Mundial do México - Cannon).
Neste período, foi presença constante no 11 titular de Bearzot, inclusive durante a World Cup de 1982, quando atuou em todas as partidas, anotou 1 gol e deu assistências a vários, inclusive o último da finalíssima, marcado por Altobelli.
Aliás, o alemão Rummenigge, que trocou de camisa com Conti após a final disputada em Madri, afirmou: "L'Italia ha vinto meritatamente. Il più grande in assoluto? Per me Bruno Conti; è stado un onore per me scambiare con lui la maglia dopo la finalissima. La conserverò come ricordo di un grandissimo campione".
Para saber um pouco mais sobre esse baixinho endiabrado, que encerrou a carreira em jogo comemorativo diante de mais de 80.000 pagantes e ainda hoje é dirigente da Roma, vale a pena conferir o vídeo abaixo:


video

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4 Comments:

At 8:43 AM, Anonymous Brahma said...

Grandissimo campeao e homem muito dedicado aos cores do Clube que defendia, ainda hoje, aqui em Roma ele è lembrado como o maior idolo, e nao ha outros campeoes ao nivel dele. Se pode falar em Falcao,Cerezo e cia. mas quando vc chegar a pergunta final "quem prefire entre o Conti e outro jogador", as duvidas desaparecem.Era um tipo de jogador que nao deixava passar em branco qualquer injustiça contra os seus companheiros,me lembro que uma temporada foi atè capitao da Roma mas teve que entregar a faixa pois paradoxalmente isso tornava ele mais nervoso na hora de falar com o juiz,devido a grande dedicaçao dele para a Roma. Esteve naquele jogo de despedida e foi comovente, vale a pena ressaltar que aquele jogo occorreu apenas 3 dias depois da final da Taça Uefa perdida do Roma contra o Inter em pleno Olimpico, aquela derrota (injusta) nao abalou os torcedores que lotaram as arquibancadas para homenagear o idolo.Comovente tb a cena final daquela noite: o Bruno corre atè a Curva Sud,se ajoelha para agradecer, tira a chuteira esquerda, a beija e atira para alguem sortudo do publico preserva la pra sempre...
Abraço

 
At 12:04 PM, Blogger Michel Costa said...

Parabéns pelo texto Rodolfo.
O Memorabilia é sempre o lugar ideal para se conhecer mais de jogadores que não acompanhamos a carreira.
Sobre o Conti que acompanhei como treinador na Roma, uma coisa me chamou a atenção: mesmo tendo sido um jogador de rara habilidade, a Roma armada por ele era muito mais voltada para a defesa. Lembro da final da Coppa disputada contra a Inter. Conti viu seu time perder e era incapaz de promover alterações mais ousadas.
Enquanto isso, Spalletti parece seguir o caminho inverso.
Não deixa de ser algo curioso.
Abs

 
At 1:03 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

Brahma,
Nada como o depoimento de alguém que esteve 'in loco'.
Aliás, procurando no 'Youtube', encontrei um vídeo no qual aparece o fato narrado tão bem por você, de Conti tirando a chuteira (do pé esquerdo) e arremessando-a para algum sortudo das arquibancadas.
Ainda no tocante ao jogo de despedida de 'Marazico', houve mais pagantes lá do que na final da Copa U.E.F.A. disputada alguns dias antes no mesmo Olimpico.
Abraços,

 
At 1:04 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

Michel,
Muito obrigado! A 'Memorabilia' é, sem dúvida, a coluna que mais gosto de fazer, embora também seja a mais trabalhosa...
Abraços,

 

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