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terça-feira, dezembro 26, 2006

Momento Panini - Adriano


Com o gol marcado no sábado passado, além de ter iniciado a virada de seu time, a Internazionale, sobre a Atalanta, Adriano encerrou um incômodo jejum que já durava quase 9 meses, vez que seu último gol com a maglia neroazzurra datava de 29 de março!
Foi certamente um gol importante para a equipe e, principalmente, para o jogador, que poderá passar as festas de final de ano carregando um fardo menos pesado. Porém, será fundamental que Adriano não exagere nas festividades, pois, logo no início de 2007, deverá demonstrar que L'Imperatore está de volta.
Atacante ágil, apesar de seu físico impressionante (87 kg distribuídos em 1,89 m de altura), dotado de boa técnica (ao menos no pé esquerdo), capaz de proferir chutes potentíssimos e certeiros, Adriano tem mostrado, nos últimos meses, que seu temperamento pode ser um fator prejudicial à sua carreira.
Nascido de família muito pobre em 17 de fevereiro de 1982 na cidade do Rio de Janeiro, Adriano Leite Ribeiro logo se destacou jogando futebol, tendo sido campeão do mundo com a seleção brasileira sub 17 em 1999.
Promovido meteoricamente ao time principal do Flamengo em 2000, Adriano alternou grandes atuações (como na sua 2ª partida como profissional, disputada contra o São Paulo pelo Torneio Rio-São Paulo, quando fez seu 1º gol e deu passe para outros 3 em poucos minutos) com fiascos que renderam muitas vaias ao jovem atacante.
Assim, quando apareceu a proposta para repatriar o meia Vampeta (cujos direitos federativos eram divididos entre a Internazionale e o Paris Saint-Germain), a diretoria do Fla não pensou duas vezes em incluir na transação o atacante Reinaldo (para o time francês) e o próprio Adriano, cuja destinação foi a equipe de Milão.
Então, aos 19 anos, Adriano iniciou sua carreira na Europa de modo brilhante - em amistoso disputado no Santiago Bernabeu contra o poderoso Real Madrid, o à época apenas prometente atacante carioca entrou em campo aos 82' e, no finalzinho da partida, fez o gol da vitória do time italiano (2 x 1) cobrando uma falta com a violência e a precisão que seriam suas marcas registradas.
Porém, na temporada 2001/2002 a Internazionale contava com os atacantes Ronaldo e Vieri em seu elenco, além das válidas alternativas Recoba, Ventola e Kallon, razão pela qual Adriano foi emprestado à Fiorentina durante o mercado de inverno, após ter feito 8 jogos e 1 gol pela Inter na Serie A.
No restante da temporada, em uma Fiorentina que não ia nada bem, seja dentro das 4 linhas (terminou rebaixada) ou fora delas (teve sua falência decretada ao final da mesma), Adriano (figurinha acima) ainda fez 6 gols em 15 partidas.
Na temporada seguinte Adriano defendeu o Parma, clube que adquiriu da Inter 50% de seus direitos federativos por US$ 8 milhões.
No clube então comandado pela Parmalat, Adriano fez uma dupla mortífera com o romeno Adrian Mutu (deixando Gilardino no banco), tendo feito 15 gols na stagione 2002/2003 e 8 nas primeiras 9 partidas da subseqüente, quando foi chamado de volta à Inter (onde fez mais 9 gols até o final da Serie A), que pagou US$ 19 milhões pela metade dos direitos federativos anteriormente cedidos ao Parma.
Em 2004/2005, municiado por Veron (com quem posteriormente teve desentendimentos) e Stankovic e fazendo dupla com Vieri, foram 16 gols na Serie A e 10 pela Champions League (em apenas 9 partidas), enquanto outros 13 gols foram marcados no último campeonato italiano (figurinha ao lado).
Porém, os 13 gols da última temporada já foram um prenúncio da decepção que tem sido a presente, vez que o atacante começou muito bem (anotou 3 tentos já na 1ª rodada) e terminou muito longe do artilheiro Toni, da Fiorentina, que fez 31 (o trequartista Kaká, por exemplo, fez 14).
Assim, caso queira de volta a alcunha de L'Imperatore é bom que Adriano não se deixe levar pelas tentações de final de ano...

Na Última Vez ...

4 Comments:

At 6:26 PM, Anonymous Michel Costa said...

Tudo bem Rodolfo? Tava te devendo uma visita mesmo.

Acho que o grande equívoco na carreira de Adriano é acreditar que ele é um atacante que deve voltar para buscar jogo. Não é. Caso ele se fixe mais perto do gol pode anotar muito mais. Ali ele é impressionante, já que pode superar a maioria dos zagueiros num jogo mais físico. Nada dessa história de craque. Isso ele não é, definitivamente...

 
At 7:29 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

Michel,
Muito obrigado por mais esta participação. Concordo com você, Adriano não é craque (levando em conta o quesito habilidade), sendo mais um atacante do estilo 'panzer', que perto da área rende mais.
Abraços e parabéns pelo seu blog, que continua excepcional!

 
At 6:25 PM, Anonymous carlos moura said...

Rodolfo
Acho que o Michel e você estão cobertos de razão. O Adriano é do estilo rompedor e me lembra o Vavá, centro-avante do Vasco e da Seleção Brasileira, muito antes de você nascer. Recorda-me também o Carlyle, o conhecido "orelha comida", do Fluminense e artilheiro do Campeonato Carioca, na época em que o futebol do Rio era o melhor do Brasil. Mas esse, então, é antigo mesmo... Até eu era criança!
Pai

 
At 7:36 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

Pai,
Muitíssimo obrigado pela participação. Do Vavá, o 'Peito de Aço', eu vi os gols marcados pelo Brasil nas Copas de 58 e 62 e sei que também fez sucesso na Espanha (no Atletico Madrid), enquanto o Carlyle eu só pude conhecê-lo através de leituras.
Beijos,

 

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