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domingo, maio 30, 2010

A Itália Nos Mundiais - 1986


A Copa do Mundo disputada em 1986, a 13ª organizada pela F.I.F.A., foi a Copa do argentino Diego Armando Maradona, que conduziu, com atuações memoráveis, uma apenas limitada Selección ao seu 2º título mundial.
Inicialmente prevista para ser realizada na Colômbia, a competição acabou, devido aos graves problemas econômicos vivenciados pelo país sul-americano, ocorrendo no México, que, assim, se tornou o primeiro país ad ospitare duas Copas.
A Itália, também classificada automaticamente por ser a então campeã, não precisou disputar o torneio eliminatório, que alinhou 121 seleções em busca das 22 vagas restantes e não registrou maiores surpresas, com a classificação dos principais selecionados, além dos estreantes Canadá, Iraque e Dinamarca, dos italiani Elkjaer, Laudrup e Berggreen.
Porém, apesar de ter sido levada ao México pela mesma tripulação da Alitalia responsável pelo transporte da delegação italiana 4 anos antes, a Azzurra não conseguiu reeditar a campanha realizada em gramados espanhóis e acabou eliminada precocemente nas 8ªs de final pela França.
Ainda assim, inserida no Grupo A ao lado de Argentina, Bulgária e Coréia do Sul, os italianos, com 10 remanescentes do grupo campeão do mundo, até que tiveram uma estréia auspiciosa.
Mais uma vez comandados por Bearzot, os italianos entraram em campo no dia 31 de maio, logo após a cerimônia de abertura, dispostos no usual 4-3-3 bearzotiano, com o ala tornante Conti voltando para compor o meio de campo quando a equipe não tinha a bola e com as surpresas De Napoli (que havia estreado na Azzurra apenas no último amistoso antes da competição, disputado contra a China no San Paolo) e Galderisi, que ganharam os postos no undici titolare até então pertencentes a Ancelotti e Pablito Rossi.
E, foi com um De Napoli (então jogador do modesto Avellino) superiore all'attesa que a Itália começou ameaçando a meta defendida por Mikhailov, mas o vigoroso centrocampista acabou concluindo por cima.
Depois, com um Altobelli em constante movimentação, a Azzurra criou várias outras chances, mas só conseguiu abrir o placar aos 43', quando o próprio Spillo concluiu cruzamento de Di Gennaro para colocar a Itália em vantagem.
No 2º tempo, a Itália continuou pressionando e, após uma tabela com Altobelli, Scirea teve grande oportunidade para ampliar o marcador quase da marca do pênalti (veja este e os outros melhores momentos da partida acessando http://www.youtube.com/watch?v=5_Je1ZjZzg4), mas, mesmo com a entrada de um giovane Vialli no lugar de Conti, a Azzurra não definiu a vitória enquanto pôde e acabou sofrendo o (injusto) empate aos 40', na única oportunidade búlgara, com o avante Sirakov (na foto do alto disputando a jogada com o goleiro Galli - Storie di Calcio) testando a pelota entre os zagueiros italianos e pegando Galli no contrapé.
Diante do tropeço na estréia, a Itália viajou até Puebla, onde enfrentou a Argentina no dia 5, precisando ao menos de um empate contra o time de Maradona.
Como em 1982, a definição de quem marcaria Don Diego veio apenas em cima da hora, com Bearzot, muito inteligentemente, optando pelo meia Bagni, companheiro de Napoli e amigo pessoal de Maradona, o que acabou inibindo as costumeiras dramatizações do astro argentino.
Com a mesma formação utilizada contra a Bulgária, mais uma vez a Itália começou melhor e, aos 6', o árbitro holandês Keizer marcou pênalti de Burruchaga, que foi convertido com bastante tranquilidade por Altobelli.
A impressão é que o gol saiu muito cedo, pois a Itália recuou demasiadamente e permitiu o crescimento da Albiceleste, que, capitaneada por seu grande maestro, chegou ao empate ainda no 1º tempo com um dos memoráveis gols que Maradona (na foto acima, à esquerda, entre Di Gennaro e Di Napoli - Foto-Net) realizou naquele Mundial (no vídeo ao final do post, os highlights desse encontro e entrevistas com, dentre outros, Galli, que explica a dinâmica do gol sofrido).
A Itália, única adversária que não foi derrotada pela Argentina no México, começava sua caminhada como na Espanha...
No último compromisso válido pelo girone qualificazione, porém, a Itália, com Collovati no lugar de Bergomi, tendo Vierchowod deslocado para a lateral (ao lado a formação inicial - Guerin Sportivo), não deu chances para ser surpreendida pela Coréia do Sul, fazendo 3 x 2 em uma partida relativamente tranquila, com Altobelli realizando uma doppietta e ainda desperdiçando um pênalti.
Só que o torneio já estava para terminar para os italianos que, mesmo com Beppe Baresi no lugar do mais criativo Di Gennaro, não conseguiram parar Le Roi Platini (abaixo contra o seu companheiro de Juventus, Scirea - Storie di Calcio) nas 8ªs de final.
Aquela França treinada por Henri Michel, provavelmente, foi a mais técnica que já envergou a camisa tricolore e tinha sua base no Carré Magique formado por Fernandez, Tigana, Giresse e Platini, que, mesmo iniciando as ações francesas da sua metade do campo, também chegava constantemente à área adversária para finalizar, como fez aos 14', quando tocou por cima de Galli para abrir o marcador com um toque de legítima classe.
Em desvantagem, a Itália não conseguiu reagir, não levando perigo a meta defendida por Bats senão em jogadas de bola parada e, mesmo após a troca de Di Gennaro por Baresi e Vialli por Galderisi, não conseguiu ser incisiva, sucumbindo minutos depois ao levar mais um gol francês (aos 57'), marcado por Stopyra em jogada de Tigana e Rocheteau.
Era o fim do caminho para Bearzot e para a geração campeã do mundo em 1982.

video

Na Última Vez ...

4 Comments:

At 1:02 AM, Blogger JP said...

Rodolfo, parabéns pelo texto ficou excelente como sempre.
Quanto à actual situação 'azzurra' parece sugerir que terá um epílogo semelhante à selecção de 86, ou seja, após ser campeã do mundo manterá o núcleo duro da formação e cairá prematuramente na competição seguinte: Lippi Parte II = Bearzot Parte II? Dúvida para tirar dentro de alguns dias...
Abraços

 
At 7:50 AM, Blogger Rodolfo Moura said...

JP,
Primeiramente, muitíssimo obrigado! Quanto a participação da 'Azzurra' no próximo mundial, concordo plenamente com você, já que esse grupo não tem entusiasmado nem um pouco...
Porém, a Itália é sempre a Itália!
Abraços,

 
At 11:26 AM, Blogger Michel Costa said...

Meu comentário vai na mesma linha do JP, Rodolfo. Essa seleção atual lembra muito a de 86, ou seja, um campeão envelhecido. De qualquer modo, subestimar a Azzurra nunca é bom negócio.

Abraços e parabéns pela série.

 
At 11:52 PM, Blogger Rodolfo Moura said...

Michel,
Então estamos todos de acordo!
Abraços,

 

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